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Civilização romana: as origens da cidade-estado de Roma

 


A região da Península Itálica apresentava-se no século VIII a.C. ocupada por populações diversas – gauleses, etruscos, italiotas (latinos, sabinos, etc.) e gregos. Os etruscos, localizados ao norte, possuíam cidades importantes, notável comércio externo e constituíam uma ameaça permanente aos gauleses e italiotas, povos menos desenvolvidos.

 Ao sul da Península e na Ilha de Sicília, estavam os gregos em prósperas e movimentadas cidades. Do outro lado do Mediterrâneo, Cartago, ex-colônia de Tiro, impusera-se às demais cidades de origem fenícia do Mediterrâneo Ocidental e fundara um poderoso império comercial marítimo. Neste mesmo século, na região do Lácio, surge Roma. Seu fortalecimento como potência militar lhe dará em poucos séculos a supremacia sobre estas populações das quais receberá grande influência cultural notadamente dos etruscos e gregos.




Os conhecimentos sobre a constituição da cidade-Estado de Roma são bastante precários.

As constatações da arqueologia permitem aceitar a tradicional afirmação de que Roma foi fundada no ano 753 a.C. Aos latinos, habitantes do Lácio, deve-se a fundação de Roma, nas proximidades do Rio Tibre. Admite-se que Roma tenha se originado de uma aldeia de pastores latinos, localizada no Monte Palatino, uma das 7 colinas de Roma. Aos poucos, os romanos estenderam sua influência sobre as aldeias vizinhas, latinas e sabinas, localizadas nas colinas próximas. Os sabinos estão, portanto, ligados aos tempos primitivos de Roma, mas não se sabe quando e como realizaram sua união com os latinos. No período que vai de 753 a.C., data da fundação de Roma, até 476 a.С., data em que foi tomada pelos bárbaros, Roma passou por sucessivas transformações políticas, econômicas e sociais. De cidade-Estado do Lácio, Roma transformou-se no maior império territorial dos tempos antigos. Inicialmente uma Monarquia, transformou-se em República e, por fim, estabeleceu o Principado.

  

A realeza romana

 

O período de 753 a 509 a.C. corresponde à fase de organização política de Roma sob a forma de realeza. Rômulo foi, segundo a tradição, o primeiro rei de Roma. No decorrer desse período Roma começou a tornar-se uma poderosa cidade-Estado, estendendo sua influência a toda região do Lácio, vencendo Alba Longa, até então a mais importante cidade Latina da região. Os três últimos reis de Roma eram etruscos. Esse fato indica a existência de etruscos em Roma no período da realeza.

Uma revolução, no ano de 509 a.C., expulsou Tarquínio, “o Soberbo”, e transformou Roma em República. A liderança da revolução republicana coube aos patrícios (nobres), e teve duplo significado para a evolução posterior de Roma:

  • libertou-a da liderança etrusca verificada com a dinastia dos Tarquínios;
  • fortaleceu a classe dos patrícios, que adquiriu o controle total do governo republicano implantado com a revolução.

  

Características do período da realeza romana

 

  • controle dos poderes de governo pelo Rei, assessorado pelo Senado, órgão de consulta composto de patrícios;
  • existência de assembleias populares, mas com função diminuta;
  • sociedade formada de duas classes os patrícios (aristocracia rural) e os plebeus (pequenos agricultores, artesãos, etc.);
  • família de base patriarcal, composta de pessoas que professavam o culto aos mesmos deuses-lares;
  • vida econômica com base na agropecuária: trigo, azei-te, vinho, criação de gado.


Imagem 02 - Acervo: Ludus Schola
Ruínas do Fórum Romano - centro político da Roma antiga.

 

A República Romana

 

As instituições políticas da República Romana foram as Magistraturas, as Assembleias e o Senado. A mais alta magistratura era o Consulado, composto de dois cônsules com mandato anual, encarregado da direção geral dos negócios do Estado e do supremo comando do exército. Além do Consulado, podemos citar outra importante magistratura, a Pretura, encarregada da aplicação da justiça. As assembleias, que tiveram seus poderes ampliados na República, votavam as leis e elegiam os magistrados. O Senado era, porém, o órgão mais importante e suas atribuições muito amplas, dirigia a política externa, controlava os magistrados e preparava as leis.

O período republicano foi marcado pela grande expansão romana e pelas lutas dos plebeus para obter a igualdade de direitos com os patrícios.

  • Em decorrência da expansão, Roma tornou-se o centro de convergência das vias de ligação do grande Império, formado pelas províncias romanas e os “estados aliados”;
  • em decorrência da luta pela igualdade de direitos, os plebeus obtiveram: inicialmente o direito de eleger representantes, os tribunos, que deveriam defender os interesses da classe perante o Senado; depois, leis escritas definindo sua posição na sociedade; finalmente, a igualdade de direitos políticos.

A expansão romana provocou uma grave crise interna em Roma. A guerra, ao mesmo tempo que favorecia o enriquecimento dos patrícios e de alguns membros da plebe, agravava por outro lado a situação geral dos plebeus, que encontravam dificuldades em manter suas pequenas propriedades agrícolas, em face aos impostos de guerra e à dificuldade em encontrar trabalho, devido à introdução em Roma de numerosos escravos, trazidos das regiões dominadas. Os comandos dos exércitos eram disputados pelo prestígio político e pelas possibilidades das riquezas obtidas nas campanhas militares. As dificuldades se agravavam e, repetidamente, para estabelecer a ordem, o Senado era obrigado a entregar o governo a um “ditador”, magistrado que, durante seis meses, exercia o poder sem limitações.

Aproveitando-se da situação, três generais, Júlio César, Crasso e Pompeu, fizeram entre si um acordo conhecido como Primeiro Triunvirato (60 a.C.). Por esse acordo os três controlariam sucessivamente o Consulado. César foi o primeiro a beneficiar-se do acordo, sendo eleito Cônsul, em 59 a.C., com o apoio dos partidários de Crasso e Pompeu. Após o mandato de Cônsul, César partiu para a conquista das Gálias, região que anexou ao Império Romano. Com as campanhas da Gália, Júlio César obteve:

  • fama de hábil militar;
  • recursos financeiros resultantes dos episódios de guerra;
  • controle de um exército devotado e fiel.

 

Enquanto César estava nas Gálias, Pompeu e Crasso entraram em divergência devido às suas ambições pessoais. Com a morte de Crasso numa campanha militar, a disputa estabeleceu-se entre Pompeu e Júlio César, então de volta da campanha das Gálias. Pompeu foi eliminado e, a partir de 46 a.C., César adquiriu o controle total do governo do Império Romano. O Senado, completamente submisso, aclamou-o ditador vitalício (45 a.C.). Durante seu governo César:

  • procurou impor a ordem em Roma;
  • estabeleceu que nas grandes fazendas pelo menos 1/3 dos trabalhadores fosse constituído de homens livres;
  • estendeu o direito da cidadania a várias províncias.

 

Uma conspiração pôs fim ao governo de César. Seus inimigos suspeitavam que ele pretendia se tornar imperador. No ano. 44 a.C., ao entrar no Senado, César foi assassinado por um grupo de republicanos, entre eles Júnio Bruto, protegido de César. O caos se estabeleceu em Roma. Quem governaria o Império Romano como sucessor de César?

O Senado, desprovido de força, nada podia fazer. Os pretendentes à sucessão lutavam entre si, ficando por fim o governo nas mãos de Marco Antônio, cônsul, e Otávio, sobrinho de César. Entre Otávio e Marco Antônio estabeleceu-se a disputa pelo controle total do mundo romano.


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No oriente, Marco Antônio encantou-se por Cleópatra, rainha do Egito, com a qual se casou. Abusando dos poderes que lhe foram conferidos, ele transferiu para os filhos de Cleópatra as províncias romanas do Oriente. A gravidade das ações de Marco Antônio, doando as províncias do Império, tornou insustentável sua posição. Otávio, com o apoio do Senado, iniciou a guerra contra Marco Antônio, a quem venceu definitivamente na Batalha de Ácio (31 a.C.) na Grécia. Otávio tornou-se senhor de todo o Império Romano.

No ano 27 a.C., Otávio, com o apoio do Senado, tornou-se “Princeps”, título ao qual se acrescentou o de “Augustus”, aplicado aos deuses. A partir daí tem início uma nova forma de governo em Roma – o Principado.


Imagem 03 - Acervo: Ludus Schola
Estátua de Augusto - Museu do Louvre, Paris.

 

Expansão romana

 

Como pôde Roma pequena cidade-Estado, transformar-se num vasto Império? Como pôde Roma manter o domínio e a vigilância contínua das populações dominadas?

A base de todo o poder romano estava num exército forte, bem treinado e organizado, que foi sendo modificado e aumentado à medida que o Império se estendia. O exército se compunha de legiões comandadas por generais com o auxílio dos centuriões. O exército romano desenvolveu várias táticas militares, destacando-se entre elas a perícia na realização do cerco. Entre as armas utilizadas pelos romanos destacavam-se as lanças, as torres de assalto e a catapulta móvel. A própria indumentária do soldado era uma avançada arma de defesa.


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Imagem 04 - Acervo: Ludus Schola
Mapa da expansão romana.


  

Consequências da expansão romana

 

Econômicos

 

  • controle dos mercados do Mediterrâneo, anteriormente dominados pelos gregos e cartagineses;
  • desenvolvimento de uma extensa rede de comunicação terrestre (Via Ápia, Via Latina, etc.) e marítima, com uma poderosa frota mercante;
  • decadência da pequena propriedade e predomínio dos latifúndios;
  • ampliação das fontes de renda do Estado através da arrecadação de numerosos tributos pagos pelas populações dominadas.

Imagem 05 - Acervo: Ludus Schola
O movimento comercial romano.


 

Sociais e culturais

 

  • enriquecimento da classe patrícia, devido aos despojos de guerra (ouro, prata, gado, escravos) e a posse de grandes latifúndios;
  • formação de uma nova classe social, os equestres, composta de cidadãos que se enriqueceram fornecendo armamentos e víveres ao exército e arrendando do Estado a cobrança dos impostos de guerra;
  • agravamento da situação da plebe, em decorrência da crise da pequena propriedade e da concorrência com a mão de obra escrava, ampliada com as guerras;
  • mudanças dos costumes tradicionais: enfraquecimento do culto familiar; desenvolvimento do gosto pelas festas e banquetes luxuosos e pelos espetáculos brutais (lutas de gladiadores);
  • influências culturais dos mais diversos povos, nas artes, filosofia e religião;
  • desenvolvimento do Direito, resultante da necessidade de estabelecer legislação especial para os povos dominados.

 

Políticas

 

  • disputa do poder pelos comandantes do exército;
  • transformação da República em Principado, decorrente da necessidade de uma autoridade forte para acabar com as disputas políticas e controlar as populações do Império.

 

 O Principado romano

 

A principal característica do Principado foi o estabelecimento de uma única autoridade central e forte. Várias razões podem ser indicadas para explicar a instalação do principado:

  • as constantes disputas entre os grupos políticos que mantinham Roma em clima de anarquia;
  • a vastidão territorial do Império, englobando povos os mais diversos, o que exigia uma vigilância constante.

Durante o Principado foram mantidos os antigos órgãos de governo do período republicano, mas seus poderes foram reduzidos. Até o Senado perdeu a grande importância que desfrutou na República. No principado o poder do Imperador não tinha limites, prevalecendo suas decisões sobre as de qualquer órgão de governo. Para preservar a pessoa do Imperador, Augusto cercou-se de uma força especial a – Guarda Pretoriana.

O período de Augusto (30 a.C. a 14.a.C.) foi de paz e prosperidade. Roma tornou-se um grande centro cultural e as lutas no exterior foram dirigidas com objetivo de garantir ao Império fronteiras seguras.

Os sucessores de Augusto, intitulados como Césares, não possuíam sua capacidade de governo. Nos governos de Tibério, Calígula, Cláudio e Nero predominou a intriga, o ódio e a cobiça do poder. Apesar da incompetência da maioria dos Césares, sucessores de Augusto, Roma gozou durante dois séculos (I e II d.C.) de relativa paz interna e externa. Esse período, conhecido como PAZ ROMANA, resultou da sólida organização que Augusto dera ao Império durante seu governo.

Após os Césares, iniciou-se o período dos Antoninos. O governo dos Antoninos, com exceção do governo de Cômodo, foi proveitoso para Roma. Porém, já no governo de Marco Aurélio (161-180), um dos mais brilhantes imperadores de Roma, as fronteiras do Império passaram a ser pressionadas continuamente por populações bárbaras. Marco Aurélio passou seu governo nas fronteiras, comandando pessoalmente as campanhas militares e as negociações de paz. Morreu, porém, antes de conseguir restaurar a segurança nas regiões de fronteira. Após os Antoninos o Império Romano caminhou a passos largos para a decadência e a queda final frente aos bárbaros.

 

A religião, a arte e o direito romano

 

O estudo da religião, da arte e do direito romano nos permitirá conhecer aspectos de grande importância na vida dos romanos. Através das crenças religiosas, das manifestações artísticas e das leis de um povo pode-se perceber com bastante intensidade o seu modo de ser e de viver. Além disso, a religião que triunfou no Império Romano o cristianismo a – arte e o direito romano influenciaram as épocas posteriores e esta influência chegou até nós.

 

A religião romana

 

A primitiva religião romana (paganismo romano) era muito rudimentar. Seu aspecto mais importante era o culto familiar. À medida que a cidade-Estado foi se desenvolvendo e sofrendo influências de povos de origens diversas, notadamente etruscos e gregos, a religião romana apresentou grandes modificações. Com alguns atributos diferentes, os deuses que os romanos passaram a cultuar nada mais eram que os deuses gregos com nomes latinos. Outros aspectos ligam as, duas religiões. O caráter prático da religião era o mesmo verificado entre os gregos. Apesar de todas essas semelhanças, um aspecto diferenciava bastante as duas religiões:

  • a religião romana estava voltada mais para a grandeza do Estado, para aumentar o seu poder e prosperidade. As sacerdotisas, denominadas vestais, guardavam o fogo sagrado que simbolizava o Estado Romano, e o Imperador, considerado o símbolo da unidade do Império, era cultuado como deus.

 

A arte romana

 

A arte romana estava ligada tanto à arte etrusca quanto à grega. Na arquitetura e na escultura romana nota-se utilização do arco e da abóbada de tipo etrusco e o uso das colunas e a imitação das esculturas gregas. Todavia, a influência etrusca e grega não impediu que os romanos acabassem possuindo uma arte própria. A originalidade maior dos romanos foi, sem dúvida, no urbanismo. Roma era de fato uma cidade racionalmente organizada, onde os aquedutos e as muralhas davam conforto e segurança. Outro elemento da arquitetura foram as vias de comunicação, primorosamente traçadas e dotadas de pontes e túneis. Por todo o Império Romano foram construídos aquedutos, pontes e túneis.

A arquitetura romana caracteriza-se pela monumentalidade – edifícios importantes se espalhavam por toda Roma – templos, termas, anfiteatros, teatros, circos, arcos de triunfo, fóruns.

Na escultura, passada a fase de cópia e mesmo de moldagem da estatuária grega, os romanos apresentaram a sua mais original criação, que foi a arte do retrato em forma de busto. Os bustos eram esculpidos com extremo realismo permitindo-nos conhecer a personalidade do indivíduo retratado, sua posição social e seus traços de caráter.


Imagem 06 - Acervo: Ludus Schola
Pintura representando uma jovem romana.


 

O Direito Romano

 

A maior realização intelectual dos romanos foi no campo do Direito. Durante a Realeza, o Direito Romano ainda não era escrito; as normas de vida baseavam-se nos usos e costumes da população, cabendo ao rei a aplicação da justiça. A fase do Direito escrito inicia-se após a implantação da República. Foram os plebeus que forçaram o governo a estabelecer claramente os direitos e deveres que lhes cabiam para evitar injustiças na aplicação das leis. O governo nomeou uma junta de dez legisladores, que elaborou o primeiro código de leis de Roma. Esse código, denominado Lei das XII Tábuas, reuniu as antigas leis não escritas e novas disposições legislativas resultantes das exigências dos plebeus. A Lei das XII Tábuas foi, como vimos, o primeiro código das leis romanas e a base para a evolução posterior do Direito Romano. A evolução progressiva do Direito romano durante a República e o Principado teve como causas:

  • a luta dos plebeus, que se desenvolveu no período republicano e que tinha como objetivo alcançar a igualdade de direitos políticos em relação aos patrícios;
  • a expansão romana, que deu origem a um vasto Império formado de povos diversos, exigindo a elaboração de leis especiais para as populações que integravam o Império Romano.

O Direito Romano estabelecia diferenças entre o cidadão e o não-cidadão. Somente o Edito do Imperador Caracala (212 a.C.), que estendeu a cidadania romana às províncias tornou possível a aplicação do mesmo direito (“jus civile”) a todas as populações do Império.

Uma característica importante na evolução do Direito Romano foi a grande preocupação com a sistematização das leis. Da preocupação em ordenar as leis para facilitar a aplicação das mesmas surgiram vários códigos. O último, o mais importante deles foi o Corpus Juris Civilis (séc. VI) elaborado após o desmembramento do Império Romano. Esse código de leis tem influído poderosamente até hoje nos códigos civis de todos os países ocidentais.

 

O esfacelamento do Império Romano

 

Após o período conhecido como a Paz Romana (sécs. I e II), começa a crise que resultou na queda de Roma (476). Durante os séculos III e IV a situação do Império agravou-se consideravelmente e as tentativas de manter a sua unidade não deram os resultados esperados.

Muitas razões contribuíram para o esfacelamento do Império Romano:

  • o enfraquecimento do governo, provocado pelas lutas pelo poder e pela incompetência de muitos governantes;
  • o enfraquecimento do exército que, formado sem muita seleção, tornava-se fiel ao General que o comandava e não ao Império;
  • as constantes revoltas nas províncias, que se multiplicavam na medida em que o governo romano se enfraquecia;
  • a pressão dos povos bárbaros que, tribos seminômades, constituíam uma séria ameaça à integridade do Império;
  • a decadência dos costumes, que provocou o relaxamento dos princípios morais e a despreocupação com os destinos do Império.

Entre os imperadores romanos dos séculos que antecederam a queda de Roma, destacam-se dois que procuraram com mais intensidade salvar a integridade do Império Romano Diocleciano e Constantino. Diocleciano (285-305) compreendeu o perigo que os bárbaros significavam para o Império. Para fazer frente à ameaça desses povos dividiu o governo, entregando parte do Império a Maximiliano. A política de Diocleciano tinha como objetivo facilitar a defesa das fronteiras. Com Constantino (306-337), o Império foi novamente unificado. Sua política de defesa contra os bárbaros levou-o a mudar a capital para Bizâncio, uma cidade do Oriente, à qual deu o nome de Constantinopla. A razão da mudança foi colocar a sede do Império longe das regiões ameaçadas pelos bárbaros. Sua política completou-se com uma enérgica ação junto ao exército, procurando torná-lo novamente disciplinado.

Nenhuma dessas medidas foi suficiente para dar ao Império a segurança antiga. Os bárbaros infiltravam-se cada vez mais. Em 395, o Imperador Teodósio realizou nova divisão e entregou o governo a seus filhos Honório ficou com o Império Romano do Ocidente com a capital em Milão; Arcádio com o Império Romano do Oriente, tendo como capital Constantinopla. No ano 476, o último imperador do Império Romano do Ocidente, Rômulo Augusto, foi deposto pelos hérulos, povo bárbaro que tomou Roma.

O Império do Oriente durou até o ano de 1453 quando se deu a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos. Apesar de intitular-se “Império dos Romanos” era profundamente influenciado pela cultura oriental, diferenciando-se assim do antigo Império Romano. O Império Romano do Oriente ficou conhecido com o nome de Império Bizantino.

 



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