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terça-feira, 14 de agosto de 2018

ESCOLA - NEM SEMPRE RISONHA - Breve história da educação




A
 necessidade de transmitir às gerações mais jovens o conhecimento já adquirido pelos mais velhos aparece em todas as culturas: antigas, modernas e até primitivas. Nestas, a função de transmitir e educar cabe ao grupo social em seu todo. O convívio e o senso de imitação possibilitam às crianças assimilar o uso técnico dos adultos. A educação é informal: assim como aprende a falar, a criança aprende a viver dentro dos padrões e ideias da tribo. Hoje, entretanto, a educação está tão identificada com a escola, que se torna difícil reconhece-la como função espontânea da sociedade. Antigamente, a educação se caracterizava por seus traços conservadores e tradicionais. Mas na sociedade moderna ela é um processo social que dura praticamente a vida inteira. Desde a adaptação do indivíduo ao seu meio, no âmbito familiar, até a instrução técnica especializada, no âmbito escolar, a educação evolui à medida que a sociedade se transforma e diversifica. Geralmente, nas antigas civilizações a educação era um instrumento de preparo das elites religiosas e políticas. No antigo Egito, por exemplo, medir as terras cultiváveis era imprescindível para planejar a agricultura em função das cheias do rio Nilo. Formou-se assim uma classe especializada nisso: uma parte da juventude era educada para integrar a classe dos sacerdotes e dos administradores. Por outro lado, o restante da população só recebia a transmissão informal das técnicas de trabalho braçal e dos costumes sociais. A escola assume um papel instrumental, limitado a uma elite restrita. Também na Índia, a instrução superior era privilégio dos futuros sacerdotes – brâmanes -, que além dos textos sagrados aprendiam medicina, astronomia e matemática. Na Pérsia e na China, as crianças das classes superiores eram confiadas a chefes distritais para serem educadas sob sua orientação direta, a partir de 7 anos ou 10 anos de idade.