Se alguém procurar uma determinada época em que ocorreu o surgimento da Química, irá ver que isto, provavelmente, ocorreu a partir do instante que o homem primitivo começou a dominar o fogo, isto entre 10 000 e 5 000 a.C.
Ao descobrir o fogo e
manuseá-lo, começou então, a cozinhar os alimentos mais resistentes, extrair
pigmentos dos vegetais e raízes para o preparo de pinturas, além de utilizar
plantas e ervas como remédio e etc.
Assim, desta forma, o
homem primitivo percebeu que juntando dois ou mais materiais da natureza,
poderia, de fato, dar origem a um novo material, porém, com características
diferentes, sendo um substrato além da matéria primitiva ou a sequência dos
materiais anteriores. Com o passar do tempo, novas descobertas corroboraram
para a produção do vidro, cerâmica, tintas, corantes, perfumes e sabão. Entre 5
000 e 3 000 a.C aproximadamente. O homem aprendeu a extrair e produzir alguns
metais primitivos.

Imagem 01 - Crédito: Ludus Schola
Homem primitivo manuseando os metais.
Portanto, a preocupação
com a constituição da matéria surgiu no século V a.C., com os filósofos Leucipo
e Demócrito. Os dois formularam a Teoria Atômica, ao qual esta teoria
prediz que toda matéria seria formada por pequenas partículas, minúsculas,
maciças e indivisíveis, recebendo o nome de átomos.

Imagem 02 - Crédito: Ludus Schola
Demócrito e Aristóteles
A alquimia
Nos primórdios da Era
Cristã e até ao final da Idade Média, a história aponta a existência dos
alquimistas, grupo de pessoas cujo sonho era descobrir o elixir da vida longa,
e o mais importante, a pedra filosofal, que transformaria tudo em ouro. A
primeira premissa tornaria o homem imortal, e com a segunda afirmação, teria o
poder de transmutar os metais comuns transformando-os em ouro. Portanto, estas
ideias não passavam de teorias absurdas, pois, é inegável a contribuição dos
alquimistas para a evolução da Química moderna. Foi a partir destas
especulações, que a humanidade passou a dominar o universo da metalurgia,
descobriu-se a pólvora, começou o preparo de diversas substâncias, tais como o
ácido nítrico e o ácido sulfúrico, bem, como o aperfeiçoamento de materiais
utilizados em laboratório.
![]() |
| Imagem 03 - Crédito: Ludus Schola O laboratório de alquimia. |
Já no Renascimento
desenvolveram-se ideias importantes como o racionalismo e o experimentalismo.
O racionalismo afirma que para tudo há uma explicação dentro dos limites da
razão, e a segunda determina que na abrangência da ciência, a experimentação é
a base fundamental. Com estes princípios, os estudiosos passaram então, a
dedicar com afinco ao trabalho permanente com a finalidade de conseguirem
atingir a verdade através dos experimentos, dados seguros que desmantelassem
com a teorias absurdas e os mitos que rodeavam a alquimia.
A alquimia ganha uma nova
dimensão com o médico Parcelso (1493-1541) e seus seguidores, onde a alquimia
passa a ser substituída pela latroquímica, ao qual tinha como objetivo a
preparação e produção de medicamentos.
![]() |
| Imagem 04 - Crédito: Ludus Schola Laboratório de Química na época de Paracelso |
Leia também: O átomo
A Química nos séculos
XVII a XIX
A Química oficialmente
teve início no século XVII, quando Robert Boyle fez a definição dos elementos
conhecidos. Antonio Laurent Lavoisier (1743-1794) deve ser reconhecido,
pois, ele demonstrou o que acontece no processo de combustão de uma
substância, ocorre uma reação, segundo Lavoisier, da mesma com o oxigênio do
ar; além desse feito, introduziu o uso da balança nas pesquisas de Química, ao
qual resultou na determinação da Lei da Conservação da Massa, segundo se
preza:
“Em um sistema fechado, a
massa total dos reagentes é igual à massa total dos produtos”.
Também desta época valem
ser lembrados os nomes tais como Proust, Joseph Louis Gay-Lussac, Lorenzo
Romano Amadeo Avogadro entre outros nomes.
A Química alcança grande
evolução no início do século XIX, em 1808 com John Dalton, formulando a teoria
ao qual se baseia todo o estudo e pesquisa da Química Moderna. A teoria teve
grande repercussão e ficou conhecida como Teoria Atômica (de Dalton), ao
qual anuncia que todo tipo de matéria é constituído por partículas minúsculas,
maciças e indivisíveis, conhecidos como átomos, o que já havia dito Leucipo e
Demócrito, na antiguidade.
![]() |
| Imagem 05 - Crédito: Ludus Schola Modelo atômico proposto por Dalton. |
A Química no século XX
No século XX, o modelo
Atômico de Dalton é bastante simples, embora apresentasse uma série de erros,
mas foi o ponto inicial para diversas conquistas a quanto ao estudo da matéria.
A ideia que se tem atualmente do átomo é muito diferente da época proposta por Dalton. É o resultado das pesquisas e ideias de vários cientistas que ganharam prêmios com seus estudos, entre os quais se destacam:
- Joseph John Thomson – Prêmio Nobel de Física (1906);
- Ernest Rutherford – Prêmio Nobel de Química (1908);
- Niels Böhr – Prêmio Nobel de Física (1922);
- Linus Pauling – Prêmio Novel de Química (1954).
Os modelos que estes
cientistas apresentam vão do mais simples ou básicos aos modelos mais
complexos, enquanto que todos, de alguma forma deram sua contribuição para a
evolução da Química e sua compreensão quanto ao estudo rígido da matéria.
O conceito e divisão da Química
Química pode ser
entendida de diversos modos, porém, ela
é contextualizada como sendo a ciência ou saber que nos possibilita a
compreensão e a explicação da estrutura da matéria, bem como as transformações
por ela sofrida e as variações de energia que se seguem a essas transformações.
Mas a Química, em geral, se ocupa do estudo da composição da matéria.
A Química pode aplicado
aos mais diversos ramos do saber e da atividade humana, sendo empregada na
Medicina, Física Nuclear, Agricultura, Indústria têxtil, Metalurgia, Geologia e
na produção de Cosméticos.
Acompanhe a seguir, os
grandes ramos em se dividiu a Química:
- Química Orgânica –
Estuda os compostos em que os átomos de carbono se unem formando longas
cadeias, correspondendo a 95% de todos os compostos que se conhece. Entre eles,
está o componente dos tecidos vegetais e animais, o petróleo e seus derivados,
os açucares, a celulose, a hulha, borracha, plásticos e as proteínas.
- Química Inorgânica –
Consiste no estudo d todas as substâncias que não contém carbono, como também
aquelas em que o elemento carbono não se encontra formando cadeias. Só se
encontra formando cadeias nos óxidos, carbonatos e cianetos.
Físico-Química – Ramo da
Química que conduz os métodos de abordagem dos fenômenos químicos. Seu campo de
atuação, além de outros, inclui a estrutura molecular e atômica, a mecânica das
reações, a velocidade das reações e as trocas de energia nas reações.
- Química Analítica –
Parte da Química que se dedica à determinação do tipo e quantidade de cada
elemento ou composto presente em uma substância.
- Bioquímica – Está no
limite entre a Química e a Biologia, tratando da composição química da matéria
viva e dos processos químicos que acontece nos seres vivos.
- Eletroquímica – Parte
da Química que estuda e investiga as reações que são produzidas pela
eletricidade ou àquelas substâncias que geram eletricidade e a condutividade
elétrica das reações.
- Química Nuclear –
Estuda a radioatividade, os núcleos atômicos, as reações nucleares e o
aperfeiçoamento e aplicação dos radioisótopos na medicina e indústria.




Nenhum comentário:
Postar um comentário