Assírios e persas abrem o
desfile das bandeiras na História: o emblema dos assírios era uma pomba, embora
aquele povo não fosse muito amante da paz; já os persas preferiam uma águia
dourada de asas abertas. Os estandartes gregos levavam a figura de algum animal
sagrado ou divindade protetora: a coruja esteve muito em voga nas bandeiras de
Atenas. E os romanos, além de bandeiras, levavam emblemas chamados signa.
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| IMAGEM 02 - Ludus Schola |
Com todas as variações,
bandeiras, estandartes e emblemas tinham um sentido comum: simbolizavam plasticamente
os valores mais caros de cada povo. E comum era também o seu objetivo:
Levantar o moral dos
exércitos, a partir de uma imagem à qual se ligava uma forte carga afetiva. Daí
o fato de bandeiras e emblemas capturados ao inimigo serem os mais apreciados
troféus de guerra.
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| IMAGEM 02 - Ludus Schola |
A Idade Média foi a época de
ouro dessa simbolização. Cada família nobre possuía um emblema próprio,
reproduzido nos es cudos de seus cavaleiros. Por volta do século XIV, quando as
pequenas comunas medievais começaram a se tornar cidades in dependentes, não
perderam tempo em adotar bandeiras exclusivamente suas, com as quais
formalizavam a autonomia recém adquirida.
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| IMAGEM 03 - Acervo Ludus Schola |
Ao surgirem os estados
nacionais na Europa, os emblemas das famílias reais converteram-se em símbolos
das próprias nações: o que expressava a soberania do rei passava a traduzir
igualmente a soberania do país. Mais tarde, as bandeiras iriam refletir as mudanças
políticas em cada nação: na França, por exemplo, a Revolução substituía a
flor-de-lis símbolo da realeza cores azul, branco e vermelho.





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