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América pré-colombiana II - Os maias

 


Mais antiga e superior à dos astecas parece ter sido a civilização dos maias-quichés, habitantes do lucatã e grande parte da América Central e cujas origens ainda não são bem conhecidas.

Ao tempo do descobrimento esse povo, já decadente, formava vários grupos, como principados, que se hostilizavam; não tinham, entretanto, a índole guerreira dos astecas.

Nenhum povo da época pré-colombiana progrediu como os maias na arquitetura; as ruínas de seus templos, palácios e monumentos causam assombro pelo tamanho e pelas esculturas e baixos-relevos que os adornam, tornando-os mais admiráveis, talvez, que os da Assíria e da Caldéia. São particularmente notáveis as grandes cidades mortas, Uxmal, Palenque, Chichén Itzá e outras perdidas no seio das florestas, que por muito tempo as ocultaram. Diz-se que os maias foram os gregos do Novo Mundo.


IMAGEM 01 - Acervo: Ludus Schola. 

Arquitetura maia

Entre as ruínas da cidade maia de Chichén-Itzá, uma das mais bem conservadas é a deste templo: na alta frisa que encima o edifício nota-se grande mosaico de pedra; nos cunhais, curiosos mascarões.




Na agricultura e na indústria parece terem alcançado o mesmo progresso dos astecas. Sua escrita era superior à daquele povo, mas ainda não pôde ser decifrada.

Contavam por unidades e vintenas, e dividiam o ano em 18 meses de 20 dias e mais cinco suplementares, que julgavam nefastos.


IMAGEM 02 - Acervo Ludus Schola
Athaualpa, o último Inca


Os sacerdotes maias assessoravam os governantes; cultivavam a medicina e o povo os temia, acreditando em seus supostos poderes mágicos para os vaticínios e conjuração dos maus espíritos.

O deus supremo era Hunabzu, pai de todos os outros; nas ruínas dum palácio de Chichén Itzá vê-se uma frisa representando o deus de cujos olhos fluem, para um e outro lado, duas torrentes de lágrimas, das quais surge a criação: as flores, os peixes, os animais da terra e o homem. Havia também deuses da guerra, da agricultura, do canto e outros, como os Bacabs, os quatro pontos cardeais, que suportavam o mundo.

O culto exigia o sacrifício de animais e mesmo de criaturas humanas, não, porém, tão frequentes e numerosos como o dos astecas.







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